Resenha: The Fault In Our Stars, por John Green

(As informações a baixo são do livro em inglês!) 

Editora: Dutton Books

Páginas: 313

Ano de Publicação: 978-0-525-47881-2

ISBN: 2012

Onde encontrar: Livraria Cultura

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

“Okay.” “Okay.”

Assumo que quando li a sinopse já sabia que alguém ia morrer, e que eu ia chorar horrores. Mas nunca pensei que eu iria gostar tanto desse livro! Que por acaso a capa iria me chamar atenção, e ai eu compraria sem mesmo ler a sinopse. OK, eu sei que foi arriscado, e que eu poderia ter odiado, mesmo assim, comprei sem pensar duas vezes.

“I fell in love the way you fall asleep: slowly, and then all at once.”

No começo, você conhece Hazel, a adolescente com câncer que é obrigada a frequentar um grupo de apoio para pessoas com câncer e conhece sua rotina, seus pais e as coisas que ela costuma fazer. Na primeira visita ao grupo, Hazel conhece um menino diferente, bonito, mais ou menos da sua idade, chamado Augustus, com quem ela começa a se envolver no decorrer do livro. Não estou falando de se envolver como namorados, nada disso. Por se considerar como uma bomba relógio, Hazel não quer se apaixonar por nenhum menino, porque sabe que tem pouco tempo de vida e não quer magoar ninguém, o que faz com que ela se isole. Inevitavelmente, depois de tantas conversas, mensagens e olhares, Hazel e Gus viram amigos. A conversa fluía, os gostos eram mais ou menos os mesmos. Parecia obrigado, parecia destino, parecia que estava escrito nas estrelas. Não quero contar spoilers, então vou parando de falar sobre os dois por aqui.

Além dos personagens principais perfeitos, John Green mostrou a realidade de outros jovens com ou sem câncer. Um exemplo bem fácil de identificar no livro, é o Isaac, o melhor amigo do Augustus, que também frequenta o grupo de apoio. Logo no começo, o leitor descobre que ele é cego de um olho, mas vai precisar retirar o outro também. E, ai, não sei! AH! A maneira como ele escreve! (estou falando besteira?) Eu senti a dor do personagem, senti suas angústias, seus medos, sua esperança de ir no médico e ele dizer: Você está curado!

Indico demais esse livro. Não pelo casal. Não pelo romance, mas sim pelas aventuras que eles percorrem juntos e porque a maneira como o John Green escreve é tão boa, que você se sente no livro, tipo, do lado deles, tipo, lá. (Já falei disso, eu sei!)

Não estou conseguindo juntar as palavras nesse texto, porque como eu li em outra resenha: você quer recomendar o livro de uma forma que convença a pessoa a ler, mas além disso, tem sempre algo a mais, algo que torna difícil recomendá-lo o suficiente — o quanto você gostaria. E com The Fault in Our Stars não é diferente: eu só quero que todo mundo o leia, porque é Tão Bom, mas não sei se vou fazer jus ao livro.

Esse não é um livro sobre câncer, é sobre aprender a viver, sabendo que algumas vidas são mais longas que outras, e perceber que aquele tem medo de te machucar, é aquele que te ama mais.

Beatriz.

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