A Bailarina Fantasma, por Socorro Acioli

IMG_4965foto4O Theatro José de Alencar é um lugar mágico. Foi construído em 1908 e graças aos cuidados que tem recebido, ainda conserva a mesma beleza e encanto do dia de sua inauguração . Parece inacreditável que seja possível sentar nas mesmas cadeiras em que tantas pessoas estiveram há cem anos, quando a cidade recebeu de presente essa jóia de arquitetura. Até hoje a empresa escocesa MacFarlane & CO, que forneceu o ferro para estrutura da sala de espetáculos, indica o Theatro José de Alencar como uma de suas obras mais bonitas, dentre tantas espalhadas pelo mundo. Além do material vindo da Escócia, a beleza desse teatro também conta com a obra de artistas plásticos, arquitetos e engenheiros brasileiros. Parece que os fantasmas gostam de teatros antigos. Com esse não é diferente. Há anos os funcionários e artistas que frequentam essa casa relatam histórias sobre uma bailarina jovem, bonita, quase transparente, que dança no palco pela madrugada, passeia pelos corredores e tenta fazer contato com alguém que não tenha medo do seu hálito gelado. A bailarina fantasma tem algo a dizer e uma história para contar. Sua vida se confunde com a vida dessa casa centenária. Só alguém com muita coragem será capaz de ouvir.

” A Bailarina Fantasma” foi o primeiro livro que li da Socorro Acioli. Seu jeito envolvente de mostrar os personagens me encantou e só consegui largar o livro depois da última página (e ainda fiquei querendo mais).foto1

Nº de páginas: 177 ; Editora: Biruta ; Ano de Lançamento: 2012 .

Começamos a história quando o pai da Anabela descobre que vai trabalhar na reforma do Theatro José de Alencar. Por ser órfã de mãe, ela é obrigada a ir ao teatro todas as tardes, enquanto seu pai trabalha, mas depois de uma apresentação que marca o início das reformas, Anabela conhece a doce Clara, a bailarina vestida de azul, e aparentemente, é a única que consegue vê-la.

Clara imediatamente pede sua ajuda para realizar um favor, mas por causa do medo, Anabela nega e tenta evitar ao máximo chegar perto do palco, mas depois de perguntar para várias pessoas se alguém já tinha ouvido falar daquela bailarina, Anabela e sua amiga Luciana descobrem que ela é bailarina fantasma de quem todos tem tanto medo. Por ser a única pessoa que consegue se comunicar com Clara, Anabela se vê obrigada ajudá-la e com isso, muitas emoções e lembranças são vividas.IMG_4950foto6

É uma história bem rápida, dividida em três atos, 21 capítulos, e a maneira como o livro é construído contribui para que o leitor tenha uma leitura agradável e só o solte depois que terminar.

O que mais chama atenção do livro são os detalhes da edição. As páginas são grossinhas, o que é ótimo, porque assim elas não amassam e ele continua inteirinho depois, mas o que mais gostei foram as fotografias que enfeitam o livro. Como vocês sabem, moro em Fortaleza e por isso, já tive a oportunidade de conhecer o Theatro, mas com as fotografias, é impossível você não se sentir lá dentro, participando das histórias.foto3

Mal posso esperar para ler os outros livros da Socorro! Ela escreve de uma maneira tão contínua, sem fatos desnecessários, que fiquei até um pouco triste quando o livro acabou e não tinha nem um capítulo escondido. Agora, é o jeito esperar a continuação!

(4/5)

E você, se interessou pelo livro? Já conhecia? Já leu? Gostou desse novo estilo de resenhas? Deixe sua opinião nos comentários! (:

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Resenha: Nada é para sempre, por Ali Cronin

Editora: Seguinte  estrela3

ISBN: 978-85-65765-05-3

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Ano de Lançamento: 2012

Número de páginas: 271

Cass é a namorada fiel. Ashley não leva nada a sério. Donna é festeira. Ollie é mulherengo. Jack é esportista. Rich talvez seja gay. Mas e Sarah? Os amigos sempre tiram sarro dela por ser certinha demais, mas ela só está esperando pelo cara certo e agora tem certeza de que o encontrou. Será que ele sente a mesma coisa? Ou tudo não passa de uma paixão de verão? Acompanhe o emocionante último ano de escola de quatro garotas e três garotos de dezoito anos.

Nada É Para Sempre – Garota ❤ Garoto – Livro 01 – Ali Cronin

“Nada é Para Sempre” é o primeiro volume de seis que estão sendo lançados pela editora Seguinte! Comprei o livro quando fui à Livraria Cultura no dia do evento do Lemony Snicket, mas só consegui começar a ler semana passada.

De maneira geral, gostei. Não é a história mais original do mundo, mas a autora consegue transformar algo que eu considerava meio clichê em uma leitura rápida e que faz com o que o leitor sofra junto com os personagens. Bom, pelo menos eu sofri.

Tudo começa com uma paixão de verão entre Sarah, a garota adolescente, certinha e careta, e Joe, o garoto mais velho, universitário e que bebe cerveja. Tudo estava indo surpreendente bem, quando infelizmente as férias acabam e eles são obrigados a se deparar com a realidade e um relacionamento à distância.

” Não que eu tivesse problemas de autoestima. Não passava horas diante do espelho detestando meu corpo; não usava maquiagem demais; tinha planos. Queria ser escritora quando crescesse, e tinha todas as intenções de conseguir. Tipo, eu já podia ver meu futuro em uma noite de autógrafos em qualquer livraria. Mas me imaginar fazendo sexo? Muito menos plausível. Vai entender. “

Sarah se comporta como qualquer garota apaixonada, o que às vezes se torna completamente cansativo e enjoativo. Sua personalidade inocente e orgulhosa começou a me irritar na metade do livro, quando eu já não aguentava mais ela só falando sobre Joe, o grande amor da sua vida.

Acho que a melhor característica na escrita da autora é que a história flui, e ela consegue detalhar os personagens como ninguém! Como são vários personagens, as vezes me confundia com os nomes, mas sempre lembrava quem era quem pelas atitudes que eles tomavam. Nunca havia lido um livro assim, adorei a experiência.

A narrativa é viciante no começo, mas do meio pro fim me desanimei e demorei mais do que o comum para terminar um livro com essa quantidade de páginas. Acho que autora meio que se perdeu na história, contando fatos que não influenciaram nada no desfecho e que estavam ali simplesmente para encher linguiça.

Também achei o final meio desapontante, meio previsível. Não foi aquele tipo de livro que te faz roer as unhas de ansiedade pelo próximo sabe? Na verdade, a única coisa que eu conseguia pensar depois que terminei foi: Como ela vai continuar essa história? Prevejo triângulos amorosos e briguinhas bestas, mas mesmo assim estou animada com o segundo livro. Quero ver se eu não gostei de história ou se simplesmente não me identifiquei com a maneira que a autora escreve.

É um livro rápido, com muitas cenas engraçadas, mas que infelizmente não me agradou tanto o quanto eu esperava.

Resenha: A Maldição do Tigre, por Colleen Houck

Editora: Arqueiro 

ISBN: 8580410266

Ano de Lançamento: 2011

Número de páginas: 352

Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração – um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. ‘A maldição do tigre’ é o primeiro volume de uma saga que apresenta mitos hindus, lugares exóticos e personagens sedutores.

 

Acho que a palavra certa para descrever a minha reação depois de ler esse livro foi: Incrível. Nunca imaginei que a autora fosse conseguir me fazer interessar tanto pela Índia, e por seus costumes e lendas. A história começa com aquele ar meio que clichê, e o pensamento “Hm, eu já li algo desse gênero” fica na nossa cabeça até que a narração mude um pouco de ritmo.

Começamos a história com a adolescente Kelsey, a órfã de pai e de mãe que vive com a sua família adotiva no Oregon. Por não ter condições financeiras para cursas a faculdade, ela decide começar a trabalhar, e a primeira opção que ela encontra é em um circo, onde ela tem que passear com os cachorros e alimentar o magnífico tigre branco, que é a estrela do espetáculo. Logo nas primeiras páginas, o leitor nota, junto com a Kelsey, que o tigre não é um tigre comum. Seu nome é Ren, e no desenvolver na história, descobrimos que ele na verdade é um príncipe indiano que foi amaldiçoado e precisa da ajuda da Kelsey para quebrar a maldição.

Tanto pelo dinheiro, tanto pela vontade de ajudar o príncipe, Kelsey embarca em um avião à caminho da Índia, onde muitas aventuras, romance e noites mal dormidas vão mudar a sua vida completamente. De acordo com que a história se desenrola, Ren consegue ficar mudando de forma física, sendo hora um lindo tigre branco, e em outra, o irresistível príncipe, o que aumenta a relação entre os dois e cria o romance mais fofo que eu já vi em muito tempo.

A personalidade da Kelsey é incrível! Acho que não poderia existir uma personagem melhor para o livro, porque ela é madura (mas sem ser sem graça), engraçada (mas sem ser forçada) e pensa de uma maneira, que acho bem difícil que o leitor não se compare com ela em pelo menos um momento da história. Como ninguém é perfeito, muitas vezes eu fiquei com muita raiva da personagem, ou por fazer alguma burrada, ou por ficar naquele dilema: Ah, será que ele é o garoto certo para mim? Mas de modo geral, considero que esses pensamentos ou atitudes são comuns de garotas adolescentes, e isso só torna a personagem mais real.

Se você me acompanha nas redes sociais, principalmente no twitter, com certeza já sabe que o Ren (que é o personagem principal da história) virou a minha nova paixão platônica e que atualmente meu padrão “perfeito” se resume a homens com a mesma personalidade envolvente, fofa, charmosa e perfeita que ele tem. Acho que por ser inocente, mas ao mesmo tempo com aquele ar sensual, o Ren me cativou nas primeiras páginas do livro, e mesmo tendo vergonha, preciso assumir que me apaixonei por um Tigre.

Acho que o único ponto negativo que encontrei na história foi o final, porque já não estava mais aguentando as frescuras da personagem principal e pelo que tudo indica, haverá um triângulo amoroso, e pessoalmente, já estou SUPER cansada disso! De modo geral, a leitura é leve, envolvente e faz você se angustiar junto com os personagens, seja com ciúmes, medo ou amor (no meu caso, rs).

Super indico esse livro! A Maldição do Tigre é o primeiro livro de uma série!

 

 

 

Resenha: A Esperança, por Suzanne Collins

SPOILER ALERT

Editora: Rocco 

Ano: 2010

Páginas: 419

ISBN: 978-85-7980-086-3

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução.
A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo.
O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra?
Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

 

 

Antes de tudo, preciso falar que fiquei um pouco decepcionada com o final da história. Não que não seja boa, nada disso. A Esperança é o livro favorito de muitas pessoas por ai.. só que eu esperava mais. Depois do final HIPER curioso do segundo livro, é claro que o começo é completamente viciante e animado e tem várias coisas acontecendo na história, o que a torna mais emocionante e tudo o mais. Mostra a vida no distrito 13 e foca na relação da Katniss e o Gale, já que o Peeta não aparece até então.

A maneira como a autora descreveu o distrito me deixou de boca aberta. É muito perfeito. Você se sente lá. Morando lá. Fazendo as coisas com a Katniss, e me surpreendeu muito, de fato. Só que a rotina da protagonista começa a ficar um pouco chata, já que ela só fica pensando no Peeta e reclamando da vida. É quase metade do livro só focando nisso, e o leitor fica MUITO curioso para saber o que aconteceu com o resto dos sobreviventes da arena. Certo que a narrativa é em primeira pessoa, mas acho que a Suzanne Collins devia ter inventado alguma coisa, alguma forma de comunicação entre os personagens no começo do livro. Acho que não sou a única a concordar que a partir do momento em que o Peeta aparece novamente, a história melhora drasticamente. Uma pena que são pouquíssimas cenas, já que o foco do livro, muda do romance entre adolescentes, para os conflitos políticos entre a Capital e os Distritos.

Os personagens secundários são ótimos e são fundamentais para o desenrolar da história! Foi bem diferente ver a Katniss, que antes só agia sozinha, pedindo ajuda e vendo que muitas pessoas estão com ela, e que de certa forma, agora ela é a maior inspiração para toda Panem. Como em uma guerra de verdade, as batalhas são super bem descritas e o leitor tem a oportunidade de acompanhar o desenvolvimento da Katniss, sem saber algumas vezes se ela realmente está ficando louca ou não. JURO que em certas horas da leitura, fiquei meio desesperada, porque não dá para ter certeza se ela vai conseguir ter o Peeta de novo, e quando ele aparece, não sabemos se ele vai voltar a ser aquele menino fofo e todo apaixonado.

Se você tiver alguma relação de afetividade com algum personagem, quero avisar logo que cuidado, porque ele pode ser um dos VÁRIOS personagens que morrem no livro. É triste, de verdade, ter que se desfazer de todos assim tão rápido, e assumo que chorei quando algum deles (não vou dizer qual) morreu. O livro é repleto de ação, romance, sangue, enfim, é o livro perfeito!

Mas Bia, então por que ele só recebeu quatro estrelas? Foi mais por um motivo pessoal, acho. Na minha opinião, muitas ações de personagens ficaram completamente ridículas de tão sem noção que eram! Como por exemplo, um diálogo entre o Peeta e Gale discutindo quem a Katniss iria escolher! Sério, achei ridículo! O final também não me agradou, não esperava nada demais, mas algumas perguntas ainda continuaram na minha cabeça mesmo depois da conclusão do livro e acho que a autora devia ter respondido tudo e ter deixado um final mais claro, já que não sabemos se irá ter outro Jogos Vorazes, nem um final concreto do Gale ou da mãe da Katniss.

Apaguei essa resenha várias e várias vezes ainda assim não estou satisfeita com ela, acho que é porque ainda estou indignada com o final da história! Terminei os livros em menos de um ano e mal posso acreditar que acabou. Lembrar de todas as cenas me dá um aperto no coração e ai eu lembro que só vou ter os filmes para me consolar e torcer para que eles sejam fiéis ao livro. É triste pensar assim, mas é meio que verdade. Só posso ter certeza de duas coisas depois de ter concluído a leitura: Que eu continuo odiando a Katniss e achando que ela devia ter terminado sozinha, e a outra coisa, é que eu sou TeamPeeta. ♥

Lançamento de “Apaixonada por Palavras” em Fortaleza!

Acordei meio impaciente, porque sabia que ia conhecer a famosa Paula Pimenta. A autora que faz mais sucesso entre os adolescentes atualmente estaria a alguns passos de mim, autografaria o meu livro e bateria uma foto comigo. E foi bem assim, só que com um pouco mais de drama.

Assim que o sinal tocou avisando que a aula havia acabado, recolhi as minhas coisas o mais rápido possível e desci correndo a escada do colégio enquanto ligava para a minha mãe para que ela viesse me pegar logo. Almocei correndo, me troquei correndo, e em menos de quarenta minutos já estava dentro do carro a caminho da Praça do Ferreira. O trânsito me deixava impaciente e cada minuto que passava no relógio me deixava mais ansiosa e preocupada se iria pegar algum lugar bom.

Cheguei no local marcado com cerca de meia hora de antecedência e fui logo comprar os livros (sim, mais de um!). A organização do evento me deixou meio preocupada no inicio, quando eu perguntava onde ia ser o local dos autógrafos, ninguém tinha a boa vontade de me responder, mas depois notei que só estava falando com as pessoas erradas. Os organizadores mesmo, que estavam perto do palco, foram uns fofos e super atenciosos para que tudo fosse perfeito!

Encontrei super por acaso as donas do blog Portal Paula Pimenta: a Lara Frota e a Larissa Dias me fizeram companhia e me ajudaram relaxar no decorrer do evento. Descobri como o mundo é pequeno e como eu já “conhecia” a Larissa e não tenho palavras para agradecer à Lara por ter ficado para autografar o meu exemplar de A Minha Vida Fora De Série.

Logo que a Paula entrou, muitas meninas (e alguns meninos) surgiram completamente do nada e o apresentador do evento começou a nos chamar de Pimentinhas. Achei estranho, afinal de contas, assumo que nunca li nada da Paula Pimenta, não por falta de vontade, mas porque sempre fiquei adiando e adiando e quando noto, já estou em outra leitura. O evento foi uma ótima oportunidade para eu conhecer várias coisas sobre a autora e me animar MUITO mais com a leitura! (Agora que tenho o livro, não posso adiar né?)

Ela falou sobre a sua história, suas inspirações, sobre o processo de criação e contou algumas novidades que deixou o público super curioso! Além de ser super fofa e responder todas as perguntas que surgiam aleatoriamente na platéia. Crianças, jovens e adultos estavam tão interessados em cada palavra que saia de sua boca, que enquanto eu batia as fotos, não pude parar de imaginar de como tudo aquilo deve ser lindo e gratificante para ela.

Quando avisaram que os autógrafos iam começar, todos deixaram a educação de lado e correram para pegar um bom lugar na fila (não culpo ninguém, afinal, o local do evento é meio perigoso e ninguém queria ficar por ali por muito tempo). Passei nada mais e nada menos do que duas horas na fila. Em pé. No sol quente. Com muito barulho. Cansada. Com fome. Com sono. MAS VALEU A PENA! A Paula é uma fofa! (já disse isso?) e bem simpática! Conversou conosco, bateu quantas fotos queríamos e autografou todos os livros que havíamos levado.

Não tenho palavras para agradecer à Lara e a Larissa, que conseguiram um lugar para mim na palestra que a Paula vai dar amanhã, no centro de eventos. Não sabia que precisava se inscrever, mas por uma mudança de programação, a Larissa cedeu o seu lugar para mim e eu realmente não sei como agradecer!

Comprei dois exemplares de Apaixonada Por Palavras, e sabem o que isso significa? Que um deles vai ser sorteado aqui no blog! E você leitor, vai ter a oportunidade de ganhar o livro autografado pela linda Paula Pimenta! O sorteio acontecerá em outubro!

Um beijo, da mais nova pimentinha do pedaço! Beatriz

Resenha: The Fault In Our Stars, por John Green

(As informações a baixo são do livro em inglês!) 

Editora: Dutton Books

Páginas: 313

Ano de Publicação: 978-0-525-47881-2

ISBN: 2012

Onde encontrar: Livraria Cultura

Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico.
Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

“Okay.” “Okay.”

Assumo que quando li a sinopse já sabia que alguém ia morrer, e que eu ia chorar horrores. Mas nunca pensei que eu iria gostar tanto desse livro! Que por acaso a capa iria me chamar atenção, e ai eu compraria sem mesmo ler a sinopse. OK, eu sei que foi arriscado, e que eu poderia ter odiado, mesmo assim, comprei sem pensar duas vezes.

“I fell in love the way you fall asleep: slowly, and then all at once.”

No começo, você conhece Hazel, a adolescente com câncer que é obrigada a frequentar um grupo de apoio para pessoas com câncer e conhece sua rotina, seus pais e as coisas que ela costuma fazer. Na primeira visita ao grupo, Hazel conhece um menino diferente, bonito, mais ou menos da sua idade, chamado Augustus, com quem ela começa a se envolver no decorrer do livro. Não estou falando de se envolver como namorados, nada disso. Por se considerar como uma bomba relógio, Hazel não quer se apaixonar por nenhum menino, porque sabe que tem pouco tempo de vida e não quer magoar ninguém, o que faz com que ela se isole. Inevitavelmente, depois de tantas conversas, mensagens e olhares, Hazel e Gus viram amigos. A conversa fluía, os gostos eram mais ou menos os mesmos. Parecia obrigado, parecia destino, parecia que estava escrito nas estrelas. Não quero contar spoilers, então vou parando de falar sobre os dois por aqui.

Além dos personagens principais perfeitos, John Green mostrou a realidade de outros jovens com ou sem câncer. Um exemplo bem fácil de identificar no livro, é o Isaac, o melhor amigo do Augustus, que também frequenta o grupo de apoio. Logo no começo, o leitor descobre que ele é cego de um olho, mas vai precisar retirar o outro também. E, ai, não sei! AH! A maneira como ele escreve! (estou falando besteira?) Eu senti a dor do personagem, senti suas angústias, seus medos, sua esperança de ir no médico e ele dizer: Você está curado!

Indico demais esse livro. Não pelo casal. Não pelo romance, mas sim pelas aventuras que eles percorrem juntos e porque a maneira como o John Green escreve é tão boa, que você se sente no livro, tipo, do lado deles, tipo, lá. (Já falei disso, eu sei!)

Não estou conseguindo juntar as palavras nesse texto, porque como eu li em outra resenha: você quer recomendar o livro de uma forma que convença a pessoa a ler, mas além disso, tem sempre algo a mais, algo que torna difícil recomendá-lo o suficiente — o quanto você gostaria. E com The Fault in Our Stars não é diferente: eu só quero que todo mundo o leia, porque é Tão Bom, mas não sei se vou fazer jus ao livro.

Esse não é um livro sobre câncer, é sobre aprender a viver, sabendo que algumas vidas são mais longas que outras, e perceber que aquele tem medo de te machucar, é aquele que te ama mais.

Beatriz.

Viu algum exemplar de “A Culpa É Das Estrelas” por aí?

Um dos livros que eu estava mais ansiosa para ler nessas férias, comprei nos Estador Unidos, na minha visita à Barnes & Nobles. Claro que estou falando de “A Culpa É Das Estrelas”!

Antes dele ser lançado já ouvi falar muito bem dele, de como o John Green escreve perfeitamente bem, e como é quase impossível não se apaixonar pelos seus personagens. E olha, é bem verdade.

Nesse último sábado (dia 4 de agosto), a editora Intrinseca, que ficou responsável pela publicação do livro aqui no Brasil, decidiu realizar uma nova maneira para divulgar o livro:

” Se você encontrar um exemplar de A culpa é das estrelas perdido pela sua cidade, não se preocupe em tentar descobrir quem é o dono. Ele foi deixado ali de propósito por alguém — um Nerdfighter*— que queria que outras pessoas também conhecessem a história de Hazel e Augustus, contada de forma tão emocionante e bem-humorada pelo autor John Green.

Desde sábado, dia 4 de agosto, 400 livros estão sendo distribuídos em 10 cidades brasileiras, em bancos de praça, vagões do metrô, ônibus e outros lugares públicos, para que possíveis leitores possam encontrá-los. A ideia é que, depois de lidos, os livros sejam “perdidos” outra vez, e assim mais pessoas tenham a oportunidade de lê-los também.

Mas por que fazemos tanta questão de que você leia A culpa é das estrelas? Porque, além de diálogos geniais, humor inteligente e sacadas brilhantes, John Green conta uma história daquelas que nos toca de verdade. Foi assim com todos que leram e esperamos que seja assim com você também.

E, se você encontrou um exemplar de A culpa é das estrelas perdido na sua cidade, divida com a gente como isso aconteceu — poste fotos na nossa página no Facebook ou conte seu relato no Twitter da @intrinseca. Boa leitura!

*Para saber mais sobre os Nerdfighters, visite: http://nerdfightersbr.tumblr.com  ”

Só eu estou super afim de andar de ônibus agora? Ou passear pelos pontos turísticos da minha cidade? Se você encontrar algum exemplar do livro na sua cidade, não esqueça de mandar a foto para temquesercriativo@gmail.com e eu postarei aqui no blog!

Em breve, resenha de A Culpa É Das Estrelas aqui no blog! Beatriz.